Ao que parece somente o líder do
grupo podia portar uma arma. Ao ver
outro macho do grupo com a matriz na mão, o líder se sentiu ameaçado e
desafiado. Exigiu que seu liderado largasse o objeto. Mas ele não podia mais
fazê-lo. Estávamos em profunda conexão: eu, a matriz e o ser que a segurava.
Ele nunca havia desafiado alguém
de sua espécie antes. Fora criado para obedecer. Tentou novamente largar o
estranho objeto, mas não conseguiu. O líder grande e robusto andou em sua
direção, com o olhar de quem não estava acreditando no que estava acontecendo.
Agora, aquele que empunhava a matriz, só tinha duas opções: lutar para se
tornar o novo líder, ou morrer.
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A vida é mesmo muito frágil. É
apenas um recipiente cheio de líquido. Quebre o recipiente e o líquido se
esvai, sumindo na terra.
O maior se aproveitando do menor
é uma coisa que sempre me incomodou. Quando o líder desferiu o primeiro golpe
com sua arma de pedra, o portador da matriz tentou se defender cobrindo a
cabeça com os braços, em um ato de puro reflexo. Todos ficaram espantados,
quando a ponta do objeto se estilhaçou em um campo de força. De alguma forma eu sabia que este efeito fora
causado por minha vontade de defender o mais fraco e a energia estava saindo da
matriz, que naquele momento começou a brilhar em um tom intensamente azul.

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